Prezados,
Dia 18/10, durante o estudo da pergunta 593 de O Livro dos Espíritos, assistimos a primeira parte de um documentário apresentado pelo Globo Repórter sobre a inteligência dos animais.
Clique nos links abaixo para assistir a 1ª e a 2ª partes do documentário.
Parte 1
http://db.tt/Rn5ZhKer
Parte 2
http://db.tt/QpNRyfWi
Eventos da Casa
"O amor é tudo o que eu tenho para dar
É tudo o que eu preciso para viver."
É tudo o que eu preciso para viver."
Banda Supertramp
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Paz com Jesus
“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz; não vo-la dou como dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se assuste”
João 14;27
Se Jesus tivesse vindo destruir a Lei trazida por Moisés, a paz não seria o objeto de sua aspiração. Toda a construção espiritual executada por milhares de anos, antes de sua vinda, não teria sentido. Tudo foi preparado para que Ele pudesse vir, para que pudéssemos recebê-Lo, com entendimento, se estivéssemos num nível possível, já naquele tempo, sob as bases do amor.
O desafio maior, nem foi o de eliminar, de vez, as aflições externas e puramente humanas, mas a causa dessas aflições. Eliminá-las, não como um passe de mágica, como esperavam e esperam os mais apressados, mas seguindo um processo de assimilação pelo coração humano, da sabedoria divina. Como a natureza do homem pouco peneirava o sutil e o sublime, ainda estamos no processo de separação do que é grosseiro e que precisa ser ainda descartado. E só a moenda atroz da vida, pelos desafios que ela apresenta, pode possibilitar ao homem, o despertar de suas potencialidades, de sua luz, de seus talentos, de sua integral e latente capacidade de amar, com toda pureza de sentimentos.
Se ainda temos inimigos, de onde surgiram? De nós mesmos! Eles emergem junto à nossa intolerância, à nossa falta de indulgência, amor e completude. Quando não mais aflorarem, as pedras do egoísmo teremos conquistado a mesma paz deixada pelo Cristo.
Nós não preparamos um lugar digno para Ele na sua chegada, mas Ele prepara, todo o tempo, um lugar para nós, porque Seu amor é puro, e com Ele só se sentirá em paz quem estiver em sintonia com a mesma faixa vibratória do que é limpo e afinizado com a superioridade de seu excelso Espírito. Nossa preparação para recebê-lo, agora numa maior dimensão e responsabilidade, é espiritual.
A paz será alcançada a exemplo da paz que se deveria buscar no Natal, uma paz desarmada, com a intensão de suprir, não as necessidades materiais, mas as de renovação do que é justo e bom para todos a partir de nós, como focos de luz.
Quando celebrarmos, a última ceia do ano, em família, no encontro com aqueles que devotamos a vida, o tempo, e o sentimento; que tenhamos em mente que a “separação” futura assusta, mas não aterroriza porque Ele, ao partir, prometeu voltar consolando, mostrando que a vida, de todos nós, se eterniza. E os que entenderem o roteiro divino, pararão de se afligir, porque Ele mostrou o único caminho, o caminho da paz, não caminhos tortuosos e sem luz, como nos mostra o mundo. Mostrou um caminho até para para os que preferem a desordem, as ilusões das mentiras mundanas, pois eles quererão voltar para encontrar uma paz inteira e interna da harmonia com Deus. Um caminho, não de um dia apenas, ou de um dia escolhido do ano, mas um caminho de paz, de todo o tempo de uma vida, preenchendo todo nosso vazio com o Evangelho em ação.
Ele deixou a paz ao continuar conosco, principalmente junto àqueles em que a paz se irradia do coração.
A paz do Natal que se aproxima é apenas uma noite de luz, mas há tantas outras estrelas que brilham durante todas as outras noites. Como diz Emmanuel “Quem fita o céu de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as estrelas”. Quem fita a vida de maneira particular, sem apreciar a humanidade como um todo, não desenvolve a boa vontade e o prazer de servir. Não desenvolve a própria paz.
A partida de Jesus para os apóstolos podia ser ainda motivo de medo, mas partir e voltar, como eles puderam testemunhar, é o resultado de uma constante renovação da paz buscada.
A paz que buscamos, que se fortalece no amor ao próximo para que a paz aconteça , é alcançada aos poucos, até o limiar de uma fraternidade universal, sem paradas, sem adiamentos, se mantivermos acesa a luz da nossa própria consciência.
Muita paz, mas acima de tudo, “muitas pás”, como dizia o Chico!
Artigo enviado pela confreira Graciley Menezes
Acura dos sentimentos
A Cura dos Sentimentos.
A maneira de sentir é um enigma que vem desde que o
homem percebeu em si, a sensibilidade e o raciocínio. Entretanto, a alma muitas
vezes se vê combalida ante as torturas que sofre na mente, oriundas de traumas
sentimentais.
O relacionamento afetivo se deteriora quando a
confiança se enfraquece.
A carência de indulgência é muito grande e devemos
compreender que perdoar e aceitar os outros são é o dever que a caridade nos
preceitua.
O amor é a luz, a benção e a cura.
Curemos os nossos sentimentos que se atrofiaram ou
que se entorpeceram em mágoas ou descobertas decepcionantes.
O amor é bálsamo que nos faz recordar os bons
momentos e a certeza que a aqueles momentos renascerão em nós, se assim o
quisermos.
A saúde do espírito faz com que o corpo físico receba
toda a força e pujança para se tornar saudável. Por isso o espiritismo cuida da
saúde que é do corpo, do espírito e sobretudo dos nossos sentimentos.
A. AMERICANO
DO BRASIL.
Mensagem psicografada pelo médium João Dias, em
07/09/2011, no Grupo Espírita a Caminho da Paz durante o VI Seminário - Espiritismo
e Saúde.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Estudo em Grupo
O DOM DE FALAR E A DOAÇÃO DE OUVIR
Quem participa de um grupo de estudos, e isto é muito comum no meio espírita, certamente já deve ter se deparado com a questão da divisão do tempo para comentar entre os participantes do estudo. Em outras palavra, é muito comum que a maior parte do tempo de duração de um estudo em grupo seja monopolizado por um ou alguns dos membros do grupo, enquanto que a menor parte fica disponibilizada para os demais. Sobre isto, é importante atentarmos para o Dez Mandamentos do Espírita em Grupos de Estudo:
1- Nunca negue-se, por vergonha, timidez ou outro motivo, a dar sua contribuição com a boa palavra para o engrandecimento do grupo, mas fale com moderação, espere sua vez com calma.
A caridade moral é a quintessência do amor ao próximo.
2- Sempre que você terminar uma fala, deixe que pelo menos dois outros companheiros de estudo falem antes que você peça a palavra de novo.
A humildade é um exercício que começa nos pequenos gestos do cotidiano.
3- Evite interromper a fala de seu companheiro de estudos com apartes, levantadas de dedos, ou mesmo intromissões diretas, pois o próprio exercício de falar contribui para a melhoria das condições mentais e espirituais do companheiro de evolução.
A solidariedade é muito mais uma atitude do que uma quantidade de doação.
4- Quando você for citar conhecimentos que vêm de fontes externas ao espiritismo, certifique-se de que tais conhecimentos não vão contra a pureza doutrinária, o que só se consegue com estudos, meditações e orientações dos companheiros espíritas uns para com os outros.
A prudência é também virtude de quem fala tanto quanto de quem age.
5- Evite fazer afirmações categóricas.
Na qualidade de pretensa ciência, o espiritismo tem que se pautar pela flexibilidade do saber, o quas se desenvolve aos poucos, esclarecendo lentamente nossas almas ainda em estágio de pouca evolução.
6- Se você gosta de contar causos e casos, "aconticidos" e outras histórias, reflita antes se há mesmo relação entre a história e o conteúdo discutido.
Um dos principais princípios da psicologia da aprendizagem diz que a coerência é o fundamento do conhecimento.
7- Evite entrar em debates controvertidos com outros companheiros, pois o grupo de estudos não é palco para defesas apaixonadas de nossos pontos de vista.
Um dos maiores exemplos deixados pelo Cristo foi o de ter recusado resposta a Pilatos quando este lhe perguntou o "que é a verdade?"
8- Evite tentar convencer quem quer que seja sobre suas "verdades" pessoais. O espírita, para ser verdadeiro cristão, tem que entender a mensagem de seu Mestre: aquele que semeia saiu a semear...
9- Para cada minuto que você gasta de sua vida ao assistir televisão, gaste pelo menos outro tanto em igual para ler livros instrutivos, inclusive livros espíritas e, para cada minuto que você requer para expor sua "sabedoria" inconteste ao seu irmão de estudo, exija de si mesmo pelo menos outro tanto em estudos instrutivos durante a semana.
Quando o espiritismo nos ensina que "instruí-vos" é o segundo mandamento (depois do "amai-vos"), está também nos ensinando que sem estudos não se pode amar com sabedoria.
10- Evite tentar lembrar de momentos nos estudos anteriores em que seus companheiros precisariam aplicar estes mandamentos a eles mesmos, procure antes saber como e quando aplicá-los a ti mesmo.
A melhor ajuda que posso dar a meu semelhante é promover mudanças positivas em minha própria conduta, modificando meus comportamentos e atitudes.
Artigo enviado pelo confrade: Alan Castter M. Silva
Quem participa de um grupo de estudos, e isto é muito comum no meio espírita, certamente já deve ter se deparado com a questão da divisão do tempo para comentar entre os participantes do estudo. Em outras palavra, é muito comum que a maior parte do tempo de duração de um estudo em grupo seja monopolizado por um ou alguns dos membros do grupo, enquanto que a menor parte fica disponibilizada para os demais. Sobre isto, é importante atentarmos para o Dez Mandamentos do Espírita em Grupos de Estudo:
1- Nunca negue-se, por vergonha, timidez ou outro motivo, a dar sua contribuição com a boa palavra para o engrandecimento do grupo, mas fale com moderação, espere sua vez com calma.
A caridade moral é a quintessência do amor ao próximo.
2- Sempre que você terminar uma fala, deixe que pelo menos dois outros companheiros de estudo falem antes que você peça a palavra de novo.
A humildade é um exercício que começa nos pequenos gestos do cotidiano.
3- Evite interromper a fala de seu companheiro de estudos com apartes, levantadas de dedos, ou mesmo intromissões diretas, pois o próprio exercício de falar contribui para a melhoria das condições mentais e espirituais do companheiro de evolução.
A solidariedade é muito mais uma atitude do que uma quantidade de doação.
4- Quando você for citar conhecimentos que vêm de fontes externas ao espiritismo, certifique-se de que tais conhecimentos não vão contra a pureza doutrinária, o que só se consegue com estudos, meditações e orientações dos companheiros espíritas uns para com os outros.
A prudência é também virtude de quem fala tanto quanto de quem age.
5- Evite fazer afirmações categóricas.
Na qualidade de pretensa ciência, o espiritismo tem que se pautar pela flexibilidade do saber, o quas se desenvolve aos poucos, esclarecendo lentamente nossas almas ainda em estágio de pouca evolução.
6- Se você gosta de contar causos e casos, "aconticidos" e outras histórias, reflita antes se há mesmo relação entre a história e o conteúdo discutido.
Um dos principais princípios da psicologia da aprendizagem diz que a coerência é o fundamento do conhecimento.
7- Evite entrar em debates controvertidos com outros companheiros, pois o grupo de estudos não é palco para defesas apaixonadas de nossos pontos de vista.
Um dos maiores exemplos deixados pelo Cristo foi o de ter recusado resposta a Pilatos quando este lhe perguntou o "que é a verdade?"
8- Evite tentar convencer quem quer que seja sobre suas "verdades" pessoais. O espírita, para ser verdadeiro cristão, tem que entender a mensagem de seu Mestre: aquele que semeia saiu a semear...
9- Para cada minuto que você gasta de sua vida ao assistir televisão, gaste pelo menos outro tanto em igual para ler livros instrutivos, inclusive livros espíritas e, para cada minuto que você requer para expor sua "sabedoria" inconteste ao seu irmão de estudo, exija de si mesmo pelo menos outro tanto em estudos instrutivos durante a semana.
Quando o espiritismo nos ensina que "instruí-vos" é o segundo mandamento (depois do "amai-vos"), está também nos ensinando que sem estudos não se pode amar com sabedoria.
10- Evite tentar lembrar de momentos nos estudos anteriores em que seus companheiros precisariam aplicar estes mandamentos a eles mesmos, procure antes saber como e quando aplicá-los a ti mesmo.
A melhor ajuda que posso dar a meu semelhante é promover mudanças positivas em minha própria conduta, modificando meus comportamentos e atitudes.
Artigo enviado pelo confrade: Alan Castter M. Silva
domingo, 28 de agosto de 2011
ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Tarefa extra classe.
Ironilda:
Postar comentário explicando o que significa a palavra "mnemônicos".
Joaquim:
Postar comentário explicando o que é insulinoterapia.
Demais colegas:
Postar comentários sobre o que o autor quis dizer ao utilizar essas palavras no texto da página 281, roteiro 4, módulo V, da apostila Programa Complementar do ESDE.
domingo, 24 de julho de 2011
Vamos filosofar?

Comente o pensamento abaixo:
"Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”
Dalai Lama
Enviado pelo confrade: Antônio Paiva
domingo, 19 de junho de 2011
Psicologia e Espiritismo
Introdução Psicologia Familiar
Muito se fala atualmente em "parente difícil" ou "ovelha negra". Mas expressões como estas, além de não ajudarem em nada, acabam por dificultar ainda mais o "crescimento interior" do membro "desajustado" da família.Devem, pois, ser abolidas, porque o espírita sabe que atos, palavras e pensamentos moldam formas energéticas poderosas que são emitidas rumo aos seus destinatários e que podem vir a influenciar poderosamente na vida deles.Mas, fora da doutrina espírita, os psicólogos também descobriram motivos na pesquisa científica que justificam evitarmos rótulos negativos ao nos referirmos às pessoas: uma descoberta da psicologia social (a profecia auto-realizadora) diz que, quando um grupo de pessoas assume que alguém tem determinadas características (boas ou más), este grupo acaba trabalhando de forma "inconsciente" para que aquela pessoas realize cada vez mais as expectativas do grupo, ou seja, mesmo que a pessoa rotulada não tenha estas características (boas ou más), ela acaba sendo levada pelo grupo a desenvolver comportamentos que confirmem a expectativa do grupo. Um exemplo disto é um aluno reprovado, que é apresentado pela antiga professora para a nova professora, como sendo um "caso perdido". A menos que a nova professora empregue um esforço muito grande e bastante consciente para derrubar esta profecia "maligna" contra o aluno reprovado, o menino corre sério risco de ter sua vida escolar mais uma vez fracassada em um novo ano escolar, mesmo ele tendo um potencial ainda maior do que os alunos que serão aprovados.Algo muito semelhante pode ocorrer dentro de nossa casa também. Uma pessoa que, por certos motivos, cometeu determinados erros pode receber um rótulo de problemático por parte da família e, neste caso, seu prognóstico se torna ainda mais sinistro: é que "inconscientemente" os membros da família vão "trabalhar" para que o membro se torne ainda mais enroscado nas teias da dificuldade moral.Qual a conduta, então, adequada? Só use a palavra para o positivo, o bom, o enobrecedor, só fale de modo a levantar, melhorar, focando na superação, na vitória, na melhoria e certamente estará combatendo os mecanismos das trevas de ir produzindo processos obsessivos da mais variada espécie no seio familiar.Você daria um alimento estragado para alguém de sua família? Daria um remédio vencido? Certamente que não, então por que razão darmos aos nossos familiares rótulos negativos?
Enviado pelo confrade: Alan Castter
Muito se fala atualmente em "parente difícil" ou "ovelha negra". Mas expressões como estas, além de não ajudarem em nada, acabam por dificultar ainda mais o "crescimento interior" do membro "desajustado" da família.Devem, pois, ser abolidas, porque o espírita sabe que atos, palavras e pensamentos moldam formas energéticas poderosas que são emitidas rumo aos seus destinatários e que podem vir a influenciar poderosamente na vida deles.Mas, fora da doutrina espírita, os psicólogos também descobriram motivos na pesquisa científica que justificam evitarmos rótulos negativos ao nos referirmos às pessoas: uma descoberta da psicologia social (a profecia auto-realizadora) diz que, quando um grupo de pessoas assume que alguém tem determinadas características (boas ou más), este grupo acaba trabalhando de forma "inconsciente" para que aquela pessoas realize cada vez mais as expectativas do grupo, ou seja, mesmo que a pessoa rotulada não tenha estas características (boas ou más), ela acaba sendo levada pelo grupo a desenvolver comportamentos que confirmem a expectativa do grupo. Um exemplo disto é um aluno reprovado, que é apresentado pela antiga professora para a nova professora, como sendo um "caso perdido". A menos que a nova professora empregue um esforço muito grande e bastante consciente para derrubar esta profecia "maligna" contra o aluno reprovado, o menino corre sério risco de ter sua vida escolar mais uma vez fracassada em um novo ano escolar, mesmo ele tendo um potencial ainda maior do que os alunos que serão aprovados.Algo muito semelhante pode ocorrer dentro de nossa casa também. Uma pessoa que, por certos motivos, cometeu determinados erros pode receber um rótulo de problemático por parte da família e, neste caso, seu prognóstico se torna ainda mais sinistro: é que "inconscientemente" os membros da família vão "trabalhar" para que o membro se torne ainda mais enroscado nas teias da dificuldade moral.Qual a conduta, então, adequada? Só use a palavra para o positivo, o bom, o enobrecedor, só fale de modo a levantar, melhorar, focando na superação, na vitória, na melhoria e certamente estará combatendo os mecanismos das trevas de ir produzindo processos obsessivos da mais variada espécie no seio familiar.Você daria um alimento estragado para alguém de sua família? Daria um remédio vencido? Certamente que não, então por que razão darmos aos nossos familiares rótulos negativos?
Enviado pelo confrade: Alan Castter
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Filosofando.
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Deus criou o homem ou o homem criou Deus?
»GÊNESIS 27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem e semelhança; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.1
A leitura deste versículo da Bíblia suscita-nos algumas reflexões: Deus criou o homem ou o homem criou Deus, à sua imagem e semelhança?
A primeira ideia, a mais simples, é a de que Deus tem a forma humana, que Ele, literalmente, se assemelha ao homem. Assim, no passado, o pensamento filosófico-religioso “criou” um Deus antropomórfico, atribuindo a Ele, formas e características humanas. Um Deus caprichoso, que fica contrariado, irado, capaz de punir e vingar. E mesmo nos dias de hoje, em alguns meios religiosos, ainda se ouve expressões como; “a ira de Deus”; “o temor a Deus”; “a vingança de Deus”.
Jesus, por sua vez, referiu-se a Deus, como um pai generoso: Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? - Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? -Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem? (S. MATEUS, cap. VII, vv. 7 a 11.)2.
Percebe-se que, nesta passagem, na conhecida Parábola do Filho Pródigo, na prece do Pai Nosso e em vários outros ensinamentos, Jesus demonstra que o homem, naquilo que tem de melhor, na sua capacidade de amar e de cuidar, assemelha-se a Deus.
O espiritismo não desconsidera os textos bíblicos do Velho Testamento e pode até mesmo, lançar luz sobre o entendimento dos mesmos. Ensina-nos a Doutrina Espírita que, embora não possamos compreender a natureza íntima de Deus, alguns de seus atributos podem ser deduzidos, quais sejam: Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom 3.
Tamanha a relevância do tema que, Allan Kardec – o codificador do espiritismo-, já na primeira questão de O LIVRO DOS ESPÍRITOS 3 pergunta; Que é Deus? E os espíritos luminares da codificação respondem: “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”. Logo adiante, na pergunta de número 23 do mesmo livro, Kardec indaga: Que é o Espírito? E novamente os mestres do mundo maior respondem: “O princípio inteligente do Universo.”
Importa notar que, Kardec se refere a Deus de maneira despersonificada: não pergunta quem, mas, que é Deus?. Percebemos também, na resposta dada pelos espíritos, que a semelhança do homem com o Criador, está no fato de ser este, também um ser inteligente, embora limitado, enquanto Deus é supremo
Ao buscar no Dicionário Aurélio, o significado da palavra imagem, encontram-se dezesseis referencias, das quais, duas parecem ser pertinentes ao tema:
Imágem: 1. Aquilo que evoca uma determinada coisa, por ter com ela semelhança ou relação simbólica; 2. Manifestação sensível do abstrato ou do invisível.4 . O ser humano, por ter sido dotado de inteligência e razão, é pois uma manifestação sensível de Deus, guarda com Ele relação mais estreita, atuando, como co-criador, colaborando, Quer na Ciência, filosofia, política,arte ou religião, para a edificação de um mundo melhor.
Adolfo Martins: expositor espírita
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