"O amor é tudo o que eu tenho para dar
É tudo o que eu preciso para viver."
Banda Supertramp

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tolerância


A tolerância é uma das características da benevolência. Aquele, que já está a caminho do equilíbrio diante das situações, que para muitos são embaraçosas, injustas e inoportunas já sente o efeito da compreensão que lhe chega quando busca carregar a paz consigo. E que paz! Paz que faz sentir tudo leve. Leve a dor, a ofensa, e as indisposições que não o impede de continuar seguindo adiante apesar de todas as adversidades. Paz que o faz não somente calar muitas vezes, freando os impulsos mais latentes e que eram antes potencializados pela fremente necessidade de mostrar-se totalmente dono da razão. Mas paz que o faz silenciar para evitar o descontrole das emoções alheias.
 Na tentativa que o incauto tem de tentar ser o dono da razão absoluta, já sentiu antes, é claro, dono de tudo o mais. Quem é tolerante/paciente nem se sente dono dos resultados positivos que espera. Se vier, melhor. Se não vier, sabe aceitar com a mesma naturalidade o que não estava dentro dos seus planos. Não sofre pela solução imediata das coisas e nem sofre pelos tropeços do caminho. Já desenvolveu não só o amor, mas a racionalidade. Aceita mudanças sem se revoltar com elas. Perde sem se sentir desprovido de outros recursos. Conhece argumentos sem atrevimentos.
O tolerante sabe que o cárcere é de barro, portanto, nada tem de definitivamente seu a não ser a paz que conquista. Tem desenvolvido em si o sentimento nobre da justiça, da ponderação e não se desequilibra por aquilo que para outros é o caos, diferente daquele que se revolta por qualquer coisa que o contrarie.
Aquele que alcançou a tolerância não se desconcerta, não oscila entre desespero e conformismo porque tem segurança em si mesmo, e acima de tudo tem fé e sabe que Deus lhe reserva o que há de melhor, e assim, espera com paciência. Não aquela paciência artificial de quem se apresenta educado por fora e vítima das próprias inquietações que não engana à ninguém, pois, a energia que lhe salta dos olhos é também de puro desassossego. Mas a tranquilidade verdadeira!
 Vemos pessoas onde nada se lhe pode opor: nem ideias, nem pensamentos, nem gostos, onde se sente rebaixado sempre que vê ferido o seu amor-próprio e com isso despeja o mal que de si transborda.
Aquele que já admite a presença do outro, com suas diferenças e o respeita em suas escolhas já  evoluiu um pouco mais, porque já descobriu que o próximo tem o seu próprio espaço e o seu próprio tempo de amadurecer. Já que não somos como as frutas que amadurecem na mesma época em meio ao mesmo pomar e sob os mesmos cuidados.
Se você deixou de protestar e de se impacientar, nem por isso adquiriu a virtude da tolerância, porque para se estar em harmonia com a vontade de Deus, não significa sermos neutros, nem indiferentes, mas conscientes. Chega um ponto que é razoável pensar que não é deixando de se manifestar com barulhos e algazarras na nossa discordância que seremos chamados de tolerantes e abençoados, mas sim, quando resistirmos com o tempo aos nossos próprios impulsos de discordância para com tudo e com todos e frearmos o nosso desejo de sermos vistos injustiçados.
 Quem ama tolera e quem tolera não precisa entrar em choque com os outros, se satisfaz em respeitá-los não porque lhes sejam superiores, mas porque vê no outro um irmão necessitado do mesmo equilíbrio nosso, assim como outros nos compreendem na nossa ignorância.
Quando deixarmos de reagir da mesma forma que ontem, teremos subido mais um degrau da humildade e nos conscientizaremos que, em circunstâncias semelhantes de provações nos revelamos mais ajustados, ou não, com as leis que amorosamente regem as nossas vidas.

                                                                                              Contribuição da confreira: Graciley Menezes


Riquezas da Alma

Riquezas Ocultas


Quem descobre um veio de ouro enche os cofres de dinheiro e torna-se dominador temporário de grande fortuna. Mas quem encontra o caminho da gratidão enche o coração de paz e torna-se amigo da alegria perene.


Quando se conquista um título, muitas portas do mundo social e ecômico, dantes fechadas, se abrem surgindo muitas oportunidades e a vida entra em novo ciclo de realizações. Contudo, somente quando se conquista uma vitória sobre as próprias limitações interiores é que novos entendimentos se descortinam na vida. Muita gente, passa anos preso a pesadelos (mágoas, medos, hesitações...) e se pergunta, em vão, por que a vida lhes reserva tão duras provas, e somente conseguem ouvir as respostas depois de elevarem seu padrão mental um pouco acima do costumeiro.

Como o botão que desabrocha para explodir em perfume e beleza para depois murchar e secar até a "morte", assim é a vida humana: em todos os aspectos, também temos momentos de eclosão, seguidos de auge e uma posterior decadência. É o ciclo normal da vida, demanda-nos compreensão para aceitar, sabedoria para aproveitar e força de coração para participar ativamente na evolução de todas as coisas, ainda que esta signifique o ocaso de nossa temporária personalidade.

Em tudo, nossa época está repleta de pessoas que sofrem e se inquietam, se estressam e angustiam porque são portadores de valiosos conhecimentos, coisa comum na nossa época de amplo acesso à informação, porém mostram-se pobres de sabedoria: o leito maternal do rio não é menos nobre apenas porque serve de canal anônimo para as águas que correm e fazem espetáculo rumo ao mar, e o galho humilde torna-se admirável justamente porque serve de apoio ao ninho de aves maravilhosas que haverão de rasgar os ares quando crescerem.

Dar não é um preparo para receber, mas condição de quem já se sente privilegiado por estar em condições interiores para isto. E servir não é prestar um serviço para receber um salário, mas colaborar numa obra muito maior com a consciência de ser rico justamente por estar a construir um mundo melhor para todos.

Contribuição do confrade: Alan Castter
Psicólogo CRP 09

Serenidade é o nome de uma caminhada, e todos os seus caminhos convegem para o coração.

sábado, 14 de julho de 2012

Autoconhecimento


PARA MELHOR SE CONHECER

A vida é sustentada pelo conhecimento e este abre novos caminhos para alcançarmos a felicidade, sendo que, sem a sua intervenção, o progresso tornar-se-ia inexistente. 
Cada um de nós possui a sabedoria em suas duas forças relevantes que coabitam nas individualidades. Uma reflete o conhecimento exterior e a outra o autoconhecimento. Esta abrange universo interior e é comumente identificada por “conhecimento de nós mesmos” e aquela se refere aos esforços empregados na aquisição de valores perecíveis, mas necessários ao equilíbrio.
Conhecemos pessoas que asseveram que o amor não é sabedoria, entretanto as evidências comprovam que esta colocação está equivocada, pois é um sábio aquele que ama dentro dos padrões ensinados e exemplificados por Jesus Cristo. Trata-se de uma missão sagrada de todas as religiões existentes indicarem aos seus adeptos os segredos da sabedoria interna, pois esta é a senda de iluminação de cada criatura. Aquele que conhece as si mesmo já alcançou outro nível. É um novo homem que surge de dentro do homem velho.
Quando recebemos ajuda para sanarmos nossos problemas externos, poderemos até adquirir um relativo alívio momentâneo de alguns sofrimentos que nós atormentem. Entretanto, quando encontramos quem nos ajude a encontrar aqueles tesouros – virtudes - que existem dentro nós, e despertarmos para a sublimação, perceberemos que está é a senda sublime preconizada pelo Cristo, nosso modelo e guia por misericórdia de Deus, que de fato nos libertará definitivamente.

Contribuição do confrade: Carlos Geander

A Rocha e a Areia



A rocha, no Evangelho, é a simbologia dos fundamentos firmes desta vida.

Regularmente, nossos fundamentos ficam abalados no cotidiano.
O que parecia firme, estabelecido, de repente, ameaça desabar (sentimentos inconstantes, pensamentos oscilantes...).
Cada dia nos guarda uma surpresa, cada surpresa nos desafia a uma superação, e a mais sublime das superações mora dentro de nós...
Há um engano muito comum nas mentes fracas: a busca de um ponto de apoio firme fora de nós.
A casa é nossa harmonia emocional, a rocha, sabedoria de superação, e a construçã, processo sem fim: sempre está por se fazer!

Eis um segredo que ninguém escondeu-nos: depois da tempestade, maduros, chegamos a estranhar os momentos de abalos sofridos.

A areia é uma figura injustiçada, é muitas vezes vista apenas como base insegura.

A boa amiga, porém, comparece na massa que une os tijolos ou preenche os pilares e colunas.
Refere-nos a ilações importantes: o que nos deixa abalados na vida (base fraca, areia...) também pode ser usado na construção da morada segura.
Exatamente como nas grandes batalhas: vencedores são os que fazem da adversidade meios de superação.
 Isto pode parecer lugar comum, ideia batida, vendos já soprados mil vezes...
Ainda assim, a vida por mais de mil vezes, nos coloca diante das mesmas provas...
Alan Castter
Reikiano - Escola Parchandiana  -Nível: Mestre de artes I

Num caminho seguro, cada passo exige uma renúncia, e cada renúncia nos faz mais ricos.