"O amor é tudo o que eu tenho para dar
É tudo o que eu preciso para viver."
Banda Supertramp

sábado, 16 de junho de 2012

Livros Espíritas


QUANTIDADE OU QUALIDADE?


Ao ler um artigo sobre o uso da psicografia como prova judicial comecei a refletir sobre a quantidade de livros psicografados que pululam em nossas estantes. 
A velocidade em que adquirimos e consumismo informação aumenta a cada dia, mas, e o processamento dessas informações? A verificação dos fatos? São reais? São relevantes? Está ocorrendo  uma explosão de lançamentos de livros psicografados em nome de diversos espíritos/autores.

Todo livro trás novas informações, porém, sem o prévio conhecimento das bases do espiritismo, as obras básicas, não teremos repertório para analisá-lo com propriedade.
Um parágrafo do artigo me prendeu mais a atenção, nele o autor faz uma recomendação que devemos aplicar em todas circunstância e, principalmente durante e após a leitura de livros, revistas, jornais, artigos, teses, etc. O autor pondera:

   "Recomendamos àqueles que já têm opinião formada, que analisem cuidadosamente os argumentos contrários ao seu ponto de vista, com uma visão aberta, quer sejam contra, quer sejam favoráveis à sua utilização como prova subsidiária. Questionemos as fontes utilizadas, verifiquemos a procedência das informações, o contexto em que foram divulgadas, enfim, façamos uso de uma visão mais ampla, e não de um olhar “caolho”, impregnado de idéias pré concebidas." [ 1 ]. 

Precisamos ter uma visão mais ampla, realizando pesquisas de aprofundamento e investigação dos assuntos e temas abordados na vasta literatura Espírita. Confrontar autores e verificar o que a Ciência afirma sobre o assunto de modo que poçamos compreender e formar uma opinião própria, aliás, apropriarmo-nos da informação e gerarmos o nosso próprio conhecimento. 
O Espiritismo é uma ciência onde não cabe uma meia verdade ou achismos.

Diante da grande profusão de novas obras e informações que nos chegam apliquemos o ensinamento evangélico, "Caríssimos, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas, que se levantaram no mundo." [ 2 ]. É comum no meio espírita as frases "estou lendo o livro tal" e "já li o livro fulano" e mais ainda "já li todos os livros de Emmanuel, André Luiz, etc". A leitura é sempre enriquecedora, mas o que realmente importa é o correto entendimento do que se lê e principalmente colocar as novas informações em prática.
O movimento espírita necessita de qualidade e não de números, pois, não se prende ao proselitismo.
Precisamos estudar cada vez mais a doutrina Espírita, primeiramente visando o nosso esclarecimento e em seguida habilitarmo-nos a ser um obreiro do consolador prometido. Dessa forma poderemos auxiliar o próximo e divulgar o Espiritismo pelo exemplo que arrasta e não apenas pelas palavras que convencem.


[ 1 ] Jr., Akira Ninomia. Reflexões sobre o uso da psicografia como prova judicial. Maio/2012. Artigo. Disponível em: <http://marquessiqueira.com.br/noticias/do-escritorio/655-artigo-reflexoes-sobre-o-uso-da-psicografia-como-prova-judicial>

[ 2 ] João, Epístola I, cap. IV: 1


Autoria do confrade: Joanes José de Oliveira


segunda-feira, 11 de junho de 2012

ESDE


ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA

Clique nos links abaixo para copiar o material estudado nos dias: 27/05, 03/06 e 10/06/2012.

Como Estudar
http://db.tt/Fo8LkGRC

Diretrizes Para Fichamento
http://db.tt/VZeENgSF

Modelo de Fichamento
http://db.tt/ybPM3Wbo


Esquema de leitura
http://db.tt/i6ffJCI6


Apresentação Como Educar a Memória
http://db.tt/BUcN493l


AUTO-ANÁLISE


A NECESSIDADE DA AUTO-ANÁLISE

Para cada um de nós há uma luta que é maior do que qualquer batalha. Não precisamos sequer sair de nós mesmos, pois ela é travada de pensamento a pensamento, de vontade a vontade. É a guerra interna!
Se fizermos um exame meticuloso de nossa conduta, perceberemos que o mesmo poderá proporcionar para cada um de nós uma sensação agradável de paz e felicidade. Todavia, ao iniciarmos esse processo, será natural encontramos várias dificuldades, pois ao avaliarmos a nossa conduta, no decorrer de cada dia, depararemos com alguns questionamentos relevantes: tenho cumprido com meus deveres ante a sociedade? O que tenho falado nas variadas oportunidades que tenho de me expressar? Como tenho aplicado minhas forças físicas e mentais no correr do tempo? É um trabalho extremamente importante a observação de nós mesmos.
Dentro de todo o processo de reforma íntima, ainda nos deparamos com o enfrentamento dos nossos instintos inferiores. Estes são como animais que devem ser domesticados, empregando-se, para tal feito, todos e quaisquer meios ao nosso alcance. Acontece que não devemos jamais usar a violência, pois esta poderá causar danos irreparáveis em nossa estrutura psíquica.
Para que não entremos em maiores dificuldades, tenhamos cuidado ao falar o que nos vem à mente. Evitemos esse prazer utópico e implementemos a visualização daquilo que pensamos e analisemos antes aquilo que pretendemos falar. Coloquemo-nos no lugar do outro, exercitemos na prática da empatia. Nossos sentimentos e emoções devem ser disciplinados em todas as circunstâncias, independente do local em que nos encontremos – seja em casa, no trabalho, nos encontros sociais ou outros. A nossa paz individual depende da paz do nosso companheiro e o respeito que queremos para nos depende do respeito que praticarmos em nossa relação para com o nosso próximo.
Sempre gastamos energia e tempo inutilmente ao criticarmos outras pessoas, pois agindo assim esquecemos o que de fato devemos fazer com a nossa conduta. Ninguém engana a verdade. Procuremos, desse modo, entender que as leis de Deus são retas e justas. Descobriremos o céu dentro de nós e iluminaremos os nossos sentimentos a partir do momento em que iniciarmos a nossa auto-análise. É na nossa consciência que encontraremos todas as leis de Deus e bastará refletir um pouco para que esta confirmação seja reconhecida, contemplada e vivenciada. Eduquemo-nos para crescermos com Jesus em busca de Deus. 

Texto de autoria do confrade Carlos Geander de Almeida