QUANTIDADE OU QUALIDADE?
Ao ler um artigo sobre o uso da
psicografia como prova judicial comecei a refletir sobre a quantidade de livros
psicografados que pululam em nossas estantes.
A velocidade em que adquirimos e
consumismo informação aumenta a cada dia, mas, e o processamento dessas
informações? A verificação dos fatos? São reais? São relevantes? Está ocorrendo
uma explosão de lançamentos de livros
psicografados em nome de diversos espíritos/autores.
Todo livro trás novas informações,
porém, sem o prévio conhecimento das bases do espiritismo, as obras
básicas, não teremos repertório para analisá-lo com propriedade.
Um parágrafo do artigo me prendeu mais a
atenção, nele o autor faz uma recomendação que devemos aplicar em todas
circunstância e, principalmente durante e após a leitura de livros, revistas,
jornais, artigos, teses, etc. O autor pondera:
"Recomendamos
àqueles que já têm opinião formada, que analisem cuidadosamente os argumentos
contrários ao seu ponto de vista, com uma visão aberta, quer sejam contra, quer
sejam favoráveis à sua utilização como prova subsidiária. Questionemos as fontes
utilizadas, verifiquemos a procedência das informações, o contexto em que foram
divulgadas, enfim, façamos uso de uma visão mais ampla, e não de um olhar
“caolho”, impregnado de idéias pré concebidas." [ 1 ].
Precisamos ter uma
visão mais ampla, realizando pesquisas de aprofundamento e investigação dos
assuntos e temas abordados na vasta literatura Espírita. Confrontar autores e
verificar o que a Ciência afirma sobre o assunto de modo que poçamos
compreender e formar uma opinião própria, aliás, apropriarmo-nos da
informação e gerarmos o nosso próprio conhecimento.
O Espiritismo é uma ciência onde
não cabe uma meia verdade ou achismos.
Diante da grande profusão de novas
obras e informações que nos chegam apliquemos o ensinamento evangélico, "Caríssimos, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os
Espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas, que se levantaram
no mundo." [ 2 ]. É comum no
meio espírita as frases "estou lendo o livro tal" e "já li o
livro fulano" e mais ainda "já li todos os livros de Emmanuel,
André Luiz, etc". A leitura é sempre enriquecedora, mas o que realmente
importa é o correto entendimento do que se lê e principalmente colocar as novas
informações em prática.
O movimento espírita necessita de
qualidade e não de números, pois, não se prende ao proselitismo.
Precisamos estudar cada vez mais a
doutrina Espírita, primeiramente visando o nosso esclarecimento e em seguida habilitarmo-nos
a ser um obreiro do consolador prometido. Dessa forma poderemos auxiliar o
próximo e divulgar o Espiritismo pelo exemplo que arrasta e não
apenas pelas palavras que convencem.
[ 1 ] Jr., Akira Ninomia. Reflexões sobre o uso da psicografia
como prova judicial. Maio/2012. Artigo. Disponível em: <http://marquessiqueira.com.br/noticias/do-escritorio/655-artigo-reflexoes-sobre-o-uso-da-psicografia-como-prova-judicial>
[ 2 ] João, Epístola I, cap. IV: 1
Autoria do confrade: Joanes José de Oliveira

Nenhum comentário:
Postar um comentário