Introdução Psicologia Familiar
Muito se fala atualmente em "parente difícil" ou "ovelha negra". Mas expressões como estas, além de não ajudarem em nada, acabam por dificultar ainda mais o "crescimento interior" do membro "desajustado" da família.Devem, pois, ser abolidas, porque o espírita sabe que atos, palavras e pensamentos moldam formas energéticas poderosas que são emitidas rumo aos seus destinatários e que podem vir a influenciar poderosamente na vida deles.Mas, fora da doutrina espírita, os psicólogos também descobriram motivos na pesquisa científica que justificam evitarmos rótulos negativos ao nos referirmos às pessoas: uma descoberta da psicologia social (a profecia auto-realizadora) diz que, quando um grupo de pessoas assume que alguém tem determinadas características (boas ou más), este grupo acaba trabalhando de forma "inconsciente" para que aquela pessoas realize cada vez mais as expectativas do grupo, ou seja, mesmo que a pessoa rotulada não tenha estas características (boas ou más), ela acaba sendo levada pelo grupo a desenvolver comportamentos que confirmem a expectativa do grupo. Um exemplo disto é um aluno reprovado, que é apresentado pela antiga professora para a nova professora, como sendo um "caso perdido". A menos que a nova professora empregue um esforço muito grande e bastante consciente para derrubar esta profecia "maligna" contra o aluno reprovado, o menino corre sério risco de ter sua vida escolar mais uma vez fracassada em um novo ano escolar, mesmo ele tendo um potencial ainda maior do que os alunos que serão aprovados.Algo muito semelhante pode ocorrer dentro de nossa casa também. Uma pessoa que, por certos motivos, cometeu determinados erros pode receber um rótulo de problemático por parte da família e, neste caso, seu prognóstico se torna ainda mais sinistro: é que "inconscientemente" os membros da família vão "trabalhar" para que o membro se torne ainda mais enroscado nas teias da dificuldade moral.Qual a conduta, então, adequada? Só use a palavra para o positivo, o bom, o enobrecedor, só fale de modo a levantar, melhorar, focando na superação, na vitória, na melhoria e certamente estará combatendo os mecanismos das trevas de ir produzindo processos obsessivos da mais variada espécie no seio familiar.Você daria um alimento estragado para alguém de sua família? Daria um remédio vencido? Certamente que não, então por que razão darmos aos nossos familiares rótulos negativos?
Enviado pelo confrade: Alan Castter

Para a sociologia o Ser Humano é um produto do meio em que vive. Para analisarmos as suas potencialidades temos que levar em conta o meio onde cresceu e se desenvolveu.
ResponderExcluirTudo começa na família. A forma como os pais criam os filhos afeta o seu desenvolvimento psicológico, afetivo e moral, trazendo conseqüências positivas ou negativas, dependendo do tipo de reforçamento que é dado a criança.
O reforçamento negativo: criticas, xingamentos, gritos, sacarmos, etc e o reforçamento positivo: elogios por algo bem feito, apoio em situações difíceis, acompanhamento, amparo, proteção, etc, é que vão determinar se a criança terá quando adulto uma boa auto-estima, Guilhardi (2004, p. 71), entende que:
“...auto-estima é um sentimento; que a criança não nasce com auto-estima, mas tal sentimento pode ser desenvolvido durante a vida da pessoa; que, como qualquer outro sentimento, ela é produto de contingências de reforçamento, contingências essas que os pais podem apresentar para as crianças, desde que devidamente orientados sobre como faze-lo”.
Vemos que crianças que são motivadas pelos pais serão adultos com uma auto-estima boa e em condições de explorarem as suas potencialidades ao máximo.
Exemplo: Um senhor idoso chegava na fazenda e diziam pra ele: "- Aquele garoto é o mais atentado de todos!". Tal senhor dizia, repetindo sempre: "- Pois vejo de forma diferente! Ele é o mais educado e amoroso menino que já vi, em toda a minha vida." E era assim que o menino, naturalmente se comportava, cada vez que aquele senhor chegava na fazenda!
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